Dobradinha McLaren em Sprint com vencedor inédito e ainda desclassificações com uma Haas bastante competente

Colocar Nos Favoritos

Partilha


Mais uma semana, mais umas voltinhas! Desta vez no Grande Prémio da China que também foi o primeiro de seis com corrida Sprint. Oscar Piastri foi o piloto que brilhou mais alto, no domingo, vencendo o Grande Prémio, depois de ter garantido a pole-position e um grande arranque. A McLaren deu, mais uma vez, provas de que tem o melhor monolugar da grelha, neste arranque de temporada. Na 2.ª posição ficou Lando Norris que assim se mantém na frente do Campeonato de Pilotos, garantindo o 1-2 (dobradinha) para os ‘papaia’. 


A completar o pódio ficou George Russell, o segundo consecutivo, com uma Mercedes bem competitiva e amealhando os pontos que vai conseguindo, sem sobressaltos e com o britânico a revelar-se, para já, como uma excelente aposta para piloto principal. Max Verstappen fez, como é habitual, a melhor corrida possível, com o Red Bull a ganhar vida nas últimas voltas (mais leve, com menos combustível), tendo ido buscar o 4.º lugar e não ameaçou verdadeiramente, mas deixou Russell desconfortável, não fosse o Grande Prémio ter mais umas voltas.


Os Ferrari, que brilharam e desiludiram no fim de semana, ficaram logo atrás, mas foram ambos desclassificados (já abordo isso de seguida), mas por razões distintas e assim não conseguiram potencializar um Grande Prémio bem conseguido em pontos para o Mundial de Construtores.


Uma primeira vez para a marca e para o piloto


No primeiro Grande Prémio com Sprint, um vencedor inesperado. A surpresa começou logo na qualificação para o Sprint, com Lewis Hamilton a garantir a pole-position, numa batalha interessante com Max Verstappen, fazendo recordar as épicas lutas de 2021. 


Com um grande arranque, o sete vezes campeão do Mundo assumiu a liderança e não saiu mais do seu posto, assegurando um triunfo inédito para si, mas também para a Ferrari. Uma estreia que dava sinais de um regresso à melhor forma, por parte do ‘Cavalino Rampante’, após a desilusão na Austrália, na primeira prova do ano.


Porém, e recorrendo às sábias palavras de Master Jake, “era só jajão”. O domingo acabou por ser para esquecer, mas devido ao pós-corrida, porque fizeram o que conseguiram na pista, tendo arriscado estratégias diferentes e (se não tivessem sido desclassificados) somado bons pontos.


Três desclassificações e uma desistência frustrante do nosso ‘velhinho’


O pós-corrida ficou marcado por três desclassificações, sendo que duas foram na mesma equipa. Como já mencionei, os dois Ferrari foram alvo de sanções por motivos distintos, sendo a primeira vez na história (marca há mais tempo na modalidade) que ambos os monolugares vermelhos são desclassificados num Grande Prémio.

O carro de Charles Leclerc tinha peso a menos, sendo que os italianos justificaram com a estratégia de uma paragem e a degradação excessivas dos pneus (mas, não foram, de longe, a única equipa com esta estratégia). Já no monolugar de Lewis Hamilton, os comissários encontraram o patim, de madeira, por baixo do carro sem a altura mínima, ou seja, com demasiado desgaste. Uma pena, após bons pontos somados, mesmo não tendo um domingo brilhante.


O outro carro desclassificado foi o Alpine de Pierre Gasly, igualmente, por não ter apresentado o peso mínimo exigido no final do Grande Prémio. Uma Alpine que vai sofrendo, neste início de época, pois apesar de não andar pelos últimos lugares, como no ano passado, é a única equipa sem qualquer ponto, ao final das duas primeiras provas. Num pelotão mais equilibrado, não são bons sinais para os franceses.

Apenas houve uma desistência e foi a de Fernando Alonso que, assim, soma o segundo Grande Prémio sem terminar de forma consecutiva. Depois do despiste, devido à chuva, na Austrália, agora foi um problema nos travões, com o seu Aston Martin a ceder e o nosso ‘velhinho’ a voltar a ver o resto da corrida nas boxes.


Isto é uma Haas competente e uma Williams a dar sinais de vida

A Haas, depois de ter desapontado no GP Austrália, foi a revelação neste Grande Prémio da China, com os dois pilotos nos pontos e excelentes corridas. Esteban Ocon esteve irrepreensível de início ao fim e, com isso, colheu o frutos de um extraordinário quinto lugar e os consequentes 10 pontos.

Já o seu companheiro, o ‘rookie’ (ou nem por isso, pois já tinha realizado corridas pela Haas e pela Ferrari, em 2024), Oliver Bearman demonstrou, mais uma vez, toda a sua capacidade de condução. Lembram-se de ter referido que na Austrália sobreviveu e levou o seu monolugar até ao fim? E que isso não foi tarefa fácil, já que seis pilotos desistiram? Pois é, Bearman mostrou agora que está aí para dar cartas e baralhar contas, garantindo um excelente oitavo posto (quatro pontos) e com uma atitude competitiva bem apimentada, como podem ver nesta ultrapassagem a Jack Doohan…

Novamente a merecer menção honrosa está Alex Albon, belíssimo sétimo lugar com o seu Williams e, desta feita, beneficiando das desclassificações, também Carlos Sainz merece uma salva de palmas, tendo fechado os pontos (décimo lugar), neste Grande Prémio da China.

Mais uma boa corrida de Kimi Antonelli, na Mercedes, com o sexto lugar e ainda foi o vencedor da votação online para Piloto do Dia. Mas, mais uma vez, também tenho de voltar a tirar o chapéu a Lance Stroll que vai dando o ar da sua graça, enquanto o seu companheiro de equipa não termina corridas. Nova demonstração de boa condução que lhe garantiu mais pontos (dois), com o nono lugar.

Ler +

Exclusivos