No meio do caos lá veio um prémio mais que merecido para Hulkenberg

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Mais um 1-2 para a McLaren, desta feita no Grande Prémio da Grã-Bretanha, mas a notícia do fim de semana está na 3.ª posição, pois foi ocupada pelo Sauber de Nico Hulkenberg. O piloto alemão conquistou, finalmente, um pódio na categoria rainha do automobilismo mundial, ao fim de 239 corridas, coisa pouca… Um prémio mais que merecido para um dos pilotos mais afáveis e divertidos da grelha que, por uma razão ou por outra, nunca tinha tido ocasião de espalhar champanhe. O momento chegou e mesmo parecendo um pouco atarantado com o que lhe tinha acabado de acontecer, Huuuuulkenberg (como diria Daniel Riccardo) festejou à grande.

Mas, este pódio também reflete mais uma enorme corrida da Sauber e do atleta alemão que partiu, imagine-se, do 19.º lugar. Excelente recuperação, claro que beneficiou das incidências da prova, como ‘safety car’, ‘virtual safety car’ e a chuva, obviamente, que voltou a tornar um Grande Prémio digno de se ver, com equipas a falharem (tentem adivinhar qual), pilotos a brilharem (sim, para além de Hulkenberg) e outros a facilitarem (um deles é mesmo o melhor da atualidade). Fica um exemplo entre Hadjar e Antonelli:

Estas condições voltaram a revelar as fragilidades dos ‘rookies’ e dos ‘semi-rookies’ (mas, já lá vamos), mas mais uma vez deram oportunidade para que outros confirmassem o seu estatuto de piloto de Fórmula 1 e houve mesmo surpresa com uma equipa a garantir pontos com ambos os pilotos, sendo a única para além da dominadora McLaren.

Lando está aí para as curvas e enorme Aston Martin

O vencedor, em Silverstone, foi Lando Norris que conseguiu, finalmente, festejar em casa. Uma boa performance, tendo batido o seu companheiro de equipa que arrancou à sua frente, numa estratégia bem delineada. Com este triunfo, apesar de Oscar Piastri ter sido segundo, as contas do Mundial de Pilotos seguem animadas pela primeira posição. Assim, as previsões de termos uma luta intensa entre os dois pilotos ‘papaia’ vão-se confirmando, quando atingimos o meio da temporada, após a conclusão do 12.º Grande Prémio.

Para além da McLaren, apenas outra equipa conseguiu colocar dois homens nos pontos. A Aston Martin exibiu-se a um nível elevado, tendo tudo começado na Qualificação, com Fernando Alonso a garantir a sétima posição na grelha de partida, no entanto terminou a corrida atrás do seu companheiro de equipa, no nono posto. Lance Stroll que partiu de 17.º voltou a demonstrar todas as suas capacidades numa prova com chuva e recebeu a bandeira de xadrez na sétima posição.

Ainda de realçar as prestações de Pierre Gasly, com um espetacular sexto posto, depois de partido do oitavo lugar e a oitava posição de Alex Albon que saiu de 13.º. A Williams teve algum azar, pois podia ter ficado com ambos os pilotos nos pontos, mas Carlos Sainz foi abalroado pelo ex-companheiro de equipa Charles Leclerc que teve um Grande Prémio da Grã-Bretanha para esquecer, terminando na 14.ª posição.

Só um ‘rookie’ sobreviveu e piões para todos os gostos (até dos melhores)

A pista molhada e as condições traiçoeiras fazem com que a experiência se revele fundamental. Prova disso mesmo encontra-se na análise aos nomes que abandonaram este Grande Prémio, em Silverstone: Kimi Antonelli, Isack Hadjar, Gabriel Bortoleto, Liam Lawson e Franco Colapinto. Atente-se que se tratam de três ‘rookies’ e dois ‘semi-rookies’. O único que sobreviveu e não se livrou de uma derrapagem, das mais bonitas que tenho memória (já mostro o vídeo), foi Oliver Bearman, outro dos pilotos que correu em casa, mas que não conseguiu alcançar os pontos. Vejam este bailado Haas…

Porém, apesar de as desistências terem sido dos mais novos, os piões não foram exclusivos destes. Como já mencionei, Charles Leclerc derrapou e embateu em Carlos Sainz. Mas, também o melhor piloto da atualidade (opinião, se poder ser) sofreu um contratempo e este custou-lhe pontos preciosos. Após a saída do ‘safety car’, Oscar Piastri travou abruptamente (ato que lhe valeu uma penalização de 10 segundos) e arrancou forte para segurar a liderança. Max Verstappen era segundo, na altura, e foi ao acelerador com demasiada sede, fazendo com o que seu Red Bull derrapasse, mas lá o conseguiu domar e terminar na 5.ª posição, somando pontos preciosos na luta (que também se adivinha intensa) pelo último lugar do pódio no Mundial de Pilotos.

Entretanto, já houve novidades e tenho de dedicar duas linhas. Christian Horner foi despedido da Red Bull, ao fim de 20 anos no comando da equipa austríaca, sendo substituído por Laurent Mekies que estava na V-card. Uma decisão algo surpreendente, mas que na minha opinião engata nos rumores da saída de Max Verstappen para a Mercedes, parecendo uma condição do piloto tetracampeão do Mundo para continuar a representar a Red Bull… Aguardemos pelos próximos capítulos!

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