Norris mostra os dentes com Bortoleto a assumir-se na luta por ‘rookie’ do ano e grande Aston Martin

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Lando Norris venceu o Grande Prémio da Hungria, antes da pausa de verão, e voltou a animar a luta pelo Mundial de Pilotos. A segunda metade da temporada promete bastante, com os dois McLaren numa batalha épica, fazendo recordar Lewis Hamilton e Nico Rosberg na Mercedes, há uns anos. No entanto, para já, ainda vai sendo tudo muito civilizado, se bem que foi por centímetros que não chocaram na penúltima volta desta corrida, com Piastri a arriscar tudo pelo triunfo, mas o britânico conseguiu defender-se bem e levou para casa o troféu que no ano passado partiu a Max Verstappen e ainda levou um beijinho da sua WAG portuguesa (Margarida Corceiro).

Esta vitória coloca o segundo piloto mais português da grelha (Gasly chegou primeiro, desculpem lá) a apenas nove pontos da liderança do campeonato do Mundo, fazendo com que a segunda metade da época possa ser bem interessante. Temos um carro dominador, sem dúvida, mas isto pode descambar muito rapidamente.

De regresso ao modo ‘pezinhos de lã’ está George Russell que assegurou o pódio, fazendo uma corrida tranquila e aproveitando da melhor maneira a inconsistência gritante da Ferrari, neste caso específico com Charles Leclerc. O piloto monegasco conquistou a pole-position e numa pista com praticante apenas uma zona para ultrapassar (para os comuns, não para Max Verstappen), antecipava-se um triunfo da scuderia. Tudo começou na perfeição com um excelente arranque e a ganhar uma vantagem confortável, aproveitando o ar limpo, mas após a primeira paragem nas boxes tudo mudou e, ao que parece, houve mesmo problemas no monolugar n.º 16 que o afastou das decisões e o deixou à mercê de Russell.


Brasil suspira com enorme resultado e uma Aston Martin surpreendente

Gabriel Bortoleto terminou no sexto posto, depois de se ter qualificado na sétima posição, à frente de um tal de Max Verstappen, garantindo um resultado excecional a nível pessoal e também para a Sauber que se vai mantendo bem viva na luta pelo quinto lugar no Mundial de Construtores.

Um campeonato que também promete ser animado, caso esqueçamos a cor laranja que está no topo. Isto porque as batalhas pelo quinto lugar, como vem sendo apanágio, estão ao rubro e tudo indica que assim vão ficar até ao final da temporada, pois há equipas a baixar de forma (Williams e Haas) e outras a subirem (Aston Martin e V-card). Mas, também mais acima a coisa voltou a ficar mais próxima, com a desilusão da Ferrari e os bons pontos conquistados pela Mercedes, na luta pela segunda posição. Sendo que não é de descartar a equipa Max Verstappen. Oh, desculpem… Red Bull!!!

A Aston Martin teve um fim de semana espetacular e garantiu um total de 16 pontos, com o sensacional quinto posto de Fernando Alonso que na sexta-feira não conduziu nos treinos livres, porque estava com dor de costas. Na semana em que celebrou o 44.º (sim!) aniversário, o piloto espanhol voltou a demonstrar que ainda está aí para as curvas e, neste pelotão, é o melhor defensor de posição… Mas, também o seu companheiro de equipa esteve a um nível elevado e garantiu os seis pontos do sétimo lugar.


Lawson novamente bem e um Lewis Hamilton que preocupa

Liam Lawson parece ter, definitivamente, recuperado a sua motivação e vai dando provas de que aquele piloto consistente e arisco que surgiu a substituir Daniel Ricciardo há dois anos está de volta. Mais uma bela corrida, superando o seu companheiro de equipa e terminando no oitavo lugar. Já o tetracampeão do Mundo, Max Verstappen teve de se contentar com o nono posto, depois de uma má qualificação, de um carro que não lhe transmitiu segurança e, também, de uma má estratégia da Red Bull. Uma palavra para a boa prestação de Kimi Antonelli, após alguns grandes prémios ao lado, tendo recuperado do 15.º posto para o décimo e dando um ponto à Mercedes.

Numa nota menos positiva, o estado mental de Lewis Hamilton não parece ser o melhor, mas apenas no domingo se ficou a perceber que as suas palavras talvez não fossem apenas relativas a si próprio. Depois de mais uma Qualificação para esquecer, com o 12.º melhor tempo, ficando de fora da Q3 e, principalmente, vendo o seu companheiro de equipa arrecadar a pole-position, o sete vezes campeão do Mundo, referiu que era um inútil e que não havia qualquer problema com o carro. O Grande Prémio foi de sofrimento, com uma estratégia a deixar a desejar (mais uma vez…) e terminou fora dos pontos, precisamente na posição em que arrancou. No entanto, no final o discurso já foi diferente, apesar de continuar a massacrar-se, lá revelou que há coisas a acontecer nos bastidores que ninguém sabe… Vem aí a pausa e, por norma, Hamilton surge revigorado na segunda metade das temporadas (basta recordar 2021 que terminou como terminou), mas há que ficar atento aos próximos capítulos, pois podemos estar a assistir à saída de um dos ícones do desporto…

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