Russell vence entre o primeiro título do ano e o aumento da incerteza no Mundial de Pilotos

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Quem diria que o Grande Prémio de Singapura podia ser aborrecido. Pois é, a prova mais dura da temporada, na qual os pilotos sofrem bastante com o calor, assim como as próprias máquinas, foi de abrir a boca, sendo raros os momentos de interesse. Aliás, a Qualificação foi bem mais espetacular. Mas, há sempre do que falar, pois pudemos assistir ao segundo triunfo da época para George Russell e para a Mercedes, com o britânico a dominar completamente a corrida, sem erros e sem sobressaltos, depois de ter feito não uma, mas duas voltas canhão no sábado, batendo inclusivamente o recorde da pista de Marina Bay.

O maior motivo de entusiasmo (para além da primeira curva, paciência vá…) foi a confirmação da conquista do Mundial de Construtores por parte da McLaren. Uma mera formalidade tal o avanço pontual da marca britânica, ficando assim confirmado na 18.ª prova. Este é o décimo título da história da equipa que se isola na segunda posição, ficando com mais um do que a Williams, mas ainda atrás da marca mais vencedora de sempre (quem assiste há poucos anos pode não acreditar, mas é verdade), a Ferrari com 16 troféus.

Um Mundial de Construtores que fica fechado quanto ao vencedor, mas que ainda tem muita coisa para definir, se bem que neste Grande Prémio de Singapura, a Mercedes conseguiu dar um salto importante na classificação rumo ao vice-campeonato. Os alemães aumentaram para 25 pontos a diferença em relação à Ferrari e os italianos têm de começar a preocupar-se com a equipa Max Verstappen, desculpem, com a Red Bull, pois já está a somente dez pontos do terceiro posto ocupado pela ‘scuderia’.

Papaia rules para o lixo, pois há um campeonato do Mundo em disputa

Depois de uma Qualificação em que os dois McLaren não ficaram na fila da frente, o líder do Mundial Oscar Piastri foi terceiro e o seu companheiro de equipa, Lando Norris, foi quinto, esperava-se ainda assim que fossem capazes de se aproximarem dos primeiros lugares e lutarem pela vitória. Mas, o que se passou no arranque e nas primeiras curvas é que deu ‘salero’ não tanto ao próprio Grande Prémio de Singapura, mas a tudo o que se seguirá, pois o Mundial de Construtores já está garantido. Com um belo arranque, Lando Norris procurou ganhar o maior número de posições possível e chegou a bater em Piastri, algo que motivou algumas comunicações de desagrado, por parte do australiano, mas a verdade é que estamos numa corrida de carros e com um título (muito importante) à mercê de três pilotos.

A seis corridas do final temos três pilotos com reais possibilidades de conquistarem o Mundial de Pilotos. Oscar Piastri continua a liderar, mas depois do 4.º posto em Singapura, agora com apenas 22 pontos de vantagem, face ao seu companheiro de equipa Lando Norris que foi terceiro nesta prova. Já Max Verstappen vem dando passos sólidos na tentativa de alcançar o pentacampeonato, tendo sido segundo neste Grande Prémio, estando agora a 41 pontos de Norris e a 63 da liderança. Tarefa complicada para o neerlandês, mas não impossível, especialmente se os homens da McLaren entrarem em luta mais agressiva, podendo dar-se o caso de não terminarem corridas.

Espanhóis em alta no regresso de Bearman aos pontos

Este Grande Prémio de Singapura teve duas excelentes exibições e uma que foi segura e permitiu um regresso aos pontos para o ‘rookie’ Oliver Bearman e também para a Haas. Mas, quem esteve a um nível absolutamente fantástico foram os dois pilotos espanhóis da grelha. Fernando Alonso (o nosso velhinho) fez uma corrida excecional, tendo sido quem mais ultrapassagens somou, depois de uma paragem nas boxes que não correu nada bem. Tudo isso para terminar na sétima posição, depois de ter partido do décimo posto.

Já Carlos Sainz foi o piloto que mais posições recuperou nesta prova, pois arrancou do 18.º lugar e terminou com o pontinho da 10.ª posição. Após a troca de pneus para macios, o atleta da Williams foi imparável, protagonizando bons momentos de pilotagem (claro que aproveitando o novo composto), mas acabou por dar espetáculo, algo que foi raro nesta corrida.

Para finalizar vou apenas deixar aqui o vídeo que garantiu a pole position a George Russell e o respetivo recorde do circuito de Marina Bay.

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