Landinho acelera para o título em nova aula de Max e no recorde de Antonelli

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Numa homenagem aos companheiros brasileiros, chamemos de Landinho ao piloto que ganhou pontos preciosos na corrida pelo título mundial de pilotos. O britânico voltou a dar espetáculo, durante todo o fim de semana, tendo vencido o Sprint e o Grande Prémio de São Paulo, no Brasil. Uma corrida que traz sempre bastante emoção e Interlagos voltou a não dececionar. Norris acelerou, e de que maneira, rumo ao troféu de campeão, contando, mais uma vez, com um Oscar Piastri desinspirado.

Landinho foi perfeito, mas voltamos a ter o privilégio de assistir a uma aula gratuita de Max Verstappen, no Grande Prémio. O fim de semana não corria nada bem ao tetracampeão mundial, até que surgiu a corrida de domingo. Após uma sexta-feira com o 6.º posto na Qualificação Sprint e um sábado com o 4.º lugar nessa prova e uma eliminação surpresa na Q1 na Qualificação para o Grande Prémio, o número 1 apareceu no dia em que mais gosta. Bem ao seu estilo foi reclamando, sem pudores, com a sua equipa sobre como o Red Bull não andava e fugia por todos os lados. Assim, a marca austríaca resolveu trocar a unidade motriz e outros elementos, em parque fechado, de sábado para domingo e que resultado deu. Max Verstappen partiu da via das boxes e terminou, imaginem lá, na terceira posição, tendo chegado a liderar o Grande Prémio de São Paulo, antes da paragem do McLaren número 4.

Já vamos ao segundo lugar do pódio, mas primeiro há que referir que Oscar Piastri foi quinto classificado e que não terminou o Sprint, pois bateu… Assim, a corrida pelo Mundial de Pilotos está, agora, definitivamente, entregue a três pilotos (Norris, Piastri e Verstappen), sendo que as hipóteses do neerlandês são escassas. Mas as do australiano também se esfumaram um pouco, pois Landinho tem agora 24 pontos de vantagem face ao seu companheiro de equipa que já tem de se preocupar com o ‘bicho-papão’ (Max) que só está a 25 pontos de distância.

Antonelli melhor rookie de sempre* e várias surpresas no top-10

Kimi Antonelli voltou ao pódio no seu ano de estreia na Fórmula 1 e, desta feita, para o degrau intermédio somando 122 pontos e em termos puramente aritméticos ultrapassou o melhor rookie de sempre na modalidade, com 109 pontos, um tal de Lewis Hamilton. No entanto, e não retirando qualquer valor ao que o italiano vai fazendo nesta temporada de 2025, são necessárias várias ressalvas nesta análise. O número de pontos não mente, mas o sistema de pontuação (alterado em 2010) ajuda e muito Antonelli, já que em 2007 (sim, há 18 anos) apenas os oito primeiros recebiam pontos e o primeiro classificado apenas dez. Obviamente que os fãs de Sir Lewis Hamilton reagiram de imediato e fizeram a conversão, tendo em conta os lugares alcançados pelo britânico em 2007, ao serviço da McLaren, perfazendo 265. Para além disso, o sete vezes campeão do Mundo alcançou quatro vitórias e seis poles nesse ano de estreia, no qual foi vice-campeão do Mundo, a somente um ponto do primeiro Kimi Raikkonen, batendo ainda o seu companheiro de equipa, um tal de Fernando Alonso (campeão do Mundo em título). A isto tudo ainda se alia o facto de haver bem menos corridas (17 para 24). Coisa pouca!

No Grande Prémio de São Paulo, Antonelli também se viu envolvido num acidente, ao ter sido espremido por Oscar Piastri e embatido no monolugar de Charles Leclerc que foi obrigado a abandonar a prova. Mais um fim de semana sofrível para os tifosi da Ferrari que, apesar dos 5.º e 7.º lugares no Sprint, viram os dois carros de fora no domingo (Hamilton ainda tentou, após um incidente com Carlos Sainz, mas acabou por desistir). Já falo sobre o Mundial de Construtores que, aí sim, os apaixonados pela marca do Cavalino Rampante levaram um tratamento de choque.

No top-10 e consequentemente nos pontos houve várias surpresas e, por isso, são necessárias as merecidas menções honrosas. No sexto, Oliver Bearman, em mais uma enorme exibição, pontuando pelo segundo fim de semana consecutivo. Logo a seguir os dois homens da V-card, com Lawson a bater Hadjar. Ainda houve dois pontos para Nico Hulkenberg, no seu Sauber, e o pontinho foi entregue ao ‘nosso’ Pierre Gasly que também levou um ponto no Sprint, com o oitavo lugar.

Um acidente que arrepiou e um Mundial de Construtores ao rubro

O circuito de Interlagos proporciona sempre incerteza, mas também acidentes e este Grande Prémio não foi exceção. Para além dos mencionados na corrida de domingo, o Sprint de sábado foi pródigo em despistes, desde logo pelo de Oscar Piastri, também já referido, sendo que nesse exato local também saíram de pista Hulkenberg e Franco Colapinto. No entanto, o acidente mais espetacular (porque ficou tudo bem) e que até arrepiou foi o do homem da casa, Gabriel Bortoleto embateu no muro a 300 e pouco à hora, sendo que o seu Sauber até voou para bater no muro do outro lado. Um provável erro na asa traseira, pois não fechou no final da zona DRS, esteve na origem deste momento… Ora vejam, mas com as cautelas habituais de que as seguintes imagens podem ferir os espectadores mais sensíveis…

Ao rubro está o Mundial de Construtores que vai, com certeza, ser disputado até à última curva do Grande Prémio de Abu Dhabi no fecho da temporada a 7 de dezembro. O pódio mudou, devido a novo infortúnio da Ferrari, estando agora a Mercedes na 2.ª posição e a Red Bull (Max Verstappen) já é terceira classificada. Mas na segunda metade da tabela, a coisa está bem quentinha. Se por um lado a Williams está um pouco segura no quinto posto e a Alpine não deve sair da última posição, por outro, nesses lugares intermédios, a disputa vai ser bem acesa, pois há muitos milhões em jogo. Entre a V-card que é sexta e a Sauber que é nona, há apenas 20 pontos, sendo que pelo meio estão a Aston Martin e a Haas.

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