Lando Norris é o novo campeão do Mundo num Grande Prémio bem gerido pela McLaren

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Lando Norris é o novo campeão do Mundo de Fórmula 1, depois de ter conseguido o pódio, com o terceiro lugar, no 24.º e último Grande Prémio da temporada, em Abu Dhabi. Uma corrida com pouca emoção, pois foi bem gerida (de admirar) pela McLaren que fez tudo o que tinha a fazer para garantir que o piloto britânico se juntava à galeria de notáveis no expoente máximo do automobilismo. Numa época tão longa, a consistência é a chave e Lando foi o melhor nesse aspeto, tendo mais pódios, apesar de Max Verstappen ter somado mais vitórias, inclusive nesta derradeira prova.

O tetracampeão mundial tentou de tudo para voltar a erguer o troféu, com uma excelente Qualificação, tendo a ajuda do seu companheiro de equipa Yuki Tsunoda, no seu último fim de semana juntos. Na corrida arrancou melhor e rapidamente colocou toda a pressão nos homens da McLaren. No entanto, estes souberam comportar-se, evitando ataques de Charles Leclerc (a maior esperança de Verstappen).

O momento de maior indefinição e que fez com que todos desencostassem do sofá foi a ultrapassagem de Norris a Tsunoda, após as paragens nas boxes, mas o piloto japonês não conseguiu sequer incomodar o monolugar com o número 4 (quem não se lembra do ministro da defesa Sérgio Perez em Abu Dhabi 2021). Aliás, fez tão mal a coisa que levou uma penalização, ao ter balançado de um lado para o outro da pista, fazendo com que o adversário tivesse de sair de pista. Uma coisa é defender posição e manter o ritmo lento, outra coisa é um possível despiste. Ainda bem que isso não sucedeu…

Assim sendo, o Mundial de Pilotos terminou com Lando Norris no topo, com somente dois pontos de vantagem para o segundo classificado Max Verstappen, sendo que Oscar Piastri fechou o pódio. George Russell foi quarto, com Charles Leclerc em quinto e Lewis Hamilton (enorme Grande Prémio de recuperação, de 16.º a 8.º) na sexta posição, sendo que em 18 temporadas nunca ficou abaixo deste lugar. O sétimo foi o melhor ‘rookie’ da temporada, Kimi Antonelli, com os homens da Williams, Albon e Sainz a ficarem no oitavo e nono lugares, respetivamente. O nosso ‘velhinho’ ainda ‘roubou’ uma posição na última corrida e, assim, o top-10 ficou fechado com Fernando Alonso.

Boas tentativas nos pontos com enorme temporada da Williams e as desilusões Aston Martin e Alpine

Para fechar já este capítulo, a enorme desilusão da temporada (para além da Ferrari) foi a Alpine, ficando claro desde cedo que ia terminar no fundo da tabela e que contou com o contributo de apenas um piloto para todos os seus pontos e foi o ‘nosso’ Pierre Gasly. Toda a gente esperava mais da Aston Martin, pois vinha a evoluir nas duas últimas épocas, mas esta foi bem medíocre, porém pode significar que em 2026 estarão em força, depois da tão badalada contratação de Adrian Newey à Red Bull que também já foi anunciado como chefe de equipa para o próximo ano. A boa surpresa foi a Williams, que demonstrou um processo ascendente, com dois bons pilotos que pontuaram em praticamente todos os Grandes Prémios. Chapéu retirado… Ainda menção para esta boa luta, na segunda metade da tabela, com a V-card a terminar no sexto posto. Na frente, a equipa Max Verstappen (Red Bull) lá conseguiu segurar o terceiro posto, agudizando a dor dos ‘tiffosi’ italianos.

Neste Grande Prémio de Abu Dhabi, o top-10 teve boas surpresas com os pilotos a tentarem de tudo para ajudarem as respetivas equipas. Desde a já mencionada recuperação de Lewis Hamilton, até ao sexto lugar de Fernando Alonso, ao sétimo de Esteban Ocon (palminhas), ao enorme nono posto de Nico Hulkenberg que assinalou o seu Grande Prémio número 250 e ao ponto ganho por Lance Stroll, numa boa corrida (rara exceção) da Aston Martin.

Norris entre os melhores e uma nova era para 2026

A temporada 2025 chegou ao fim e Lando Norris inscreveu o seu nome entre os melhores pilotos do Mundo, conquistando o seu primeiro título e juntando-se a um rol de notáveis. Um triunfo que devolveu o título ao Reino Unido e que colocou um ponto final nos oito anos de domínio de dois pilotos (Lewis Hamilton e Max Verstappen).

Em fevereiro começa uma nova época e o entusiasmo reina, pois vamos assistir a uma mudança significativa nos monolugares, acabando o DRS, o que pode significar mais ultrapassagens, evitando-se os comboios (não é Alonso?!), sendo que também se perspetiva um aumento na velocidade máxima sem recurso a abertura da asa traseira, sendo que nesta nova geração ambas as asas (traseira e dianteira) vão ser dinâmicas. Do que se vai escutando aqui e ali, o novo motor Mercedes parece ser o mais eficaz, sendo que a construção do chassi vai ter um papel preponderante, já que também termina a tecnologia de efeito de solo. Teremos de aguardar pelos testes no Bahrain e esperar que várias equipas se apresentem capazes de lutar por corridas e títulos. A Aston Martin entusiasma, devido ao que já mencionei, a Ferrari só pode melhorar, a Red Bull vai ter, pela primeira vez, a sua própria unidade motriz, a Sauber passa a ser Audi com o gigante alemão a juntar-se às fileiras da Fórmula 1, tal como um gigante americano como a Cadillac que vai abrir a grelha a 22 carros, marcando os regressos saudados de Valtteri Bottas e Sérgio Perez.

Para terminar em grande esta 24.ª crónica, o ano e a temporada, fiquem com o beijo que todos esperavam… (Até para o ano!)

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