George Russell voltou, finalmente, aos triunfos no Grande Prémio da Áustria, sendo que não ganhava desde a primeira prova da temporada em Melbourne, na Austrália. A Mercedes mostrou, novamente, enorme superioridade e a pole position do número 63 é bem exemplificativa disso mesmo, já que apesar de ter desacelerado, em bandeira amarela, ainda fez o melhor tempo. Ao sair da primeira posição da grelha, o piloto britânico realizou uma prova tranquila, sem grandes sobressaltos e acabou mesmo no lugar mais alto do pódio, retomando a 2.ª posição no Mundial de Pilotos e a perseguição ao seu companheiro de equipa Kimi Antonelli que segue na liderança.
Apesar do domínio da marca da estrela, a corrida até foi animada, até porque Russell recebeu a bandeira de xadrez menos de dois segundos antes que o terceiro classificado. Em segundo lugar ficou o tetracampeão mundial, Max Verstappen, que foi um dos que capitalizou bem o fator casa, ficando a sensação de que este Red Bull podia ter lutado pela vitória, não houvesse um erro de estratégia ao prolongar demasiado o primeiro período de rodagem com os pneus médios.
A fechar o pódio ficou Kimi Antonelli, lá está, a menos de dois segundos do seu companheiro e bem encostado à traseira de Verstappen. Os pontos somados foram importantes para o líder do Mundial de Pilotos que, assim, segue com uma vantagem confortável, sendo agora de 40 pontos face a George Russell que ultrapassou Lewis Hamilton e tem, agora, mais seis pontos que o sete vezes campeão do Mundo que continua sem conseguir revelar a sua melhor versão neste traçado austríaco (já lá vamos).
Racing Bulls afastaram concorrência da arena com Ferrari a andar para trás
Na Qualificação para este oitavo Grande Prémio da época, Max Verstappen bateu (a tal bandeira amarela) e deixou vários pilotos com apenas uma tentativa no Q3. Isso permitiu que Charles Leclerc fosse segundo e Hamilton terceiro, algo que indicava que a Ferrari podia tirar proveito de mais uma incidência de corridas para apertar com a Mercedes, mas tal não sucedeu. O monegasco teve um domingo para esquecer e terminou na oitava posição (perdeu seis lugares e a cabeça não está, definitivamente, no lugar…), enquanto o seu companheiro de equipa ainda conseguiu gerir os danos e foi quinto classificado. Nenhum composto de pneus funcionou no monolugar vermelho que trouxe melhorias no motor para a Áustria.
Isto fez aumentar a distância no Mundial de Construtores com a Mercedes bem lançada para a reconquista do título – que foge há quatro anos – e a marca italiana a ter que se preocupar com Red Bull e McLaren. Os ‘papaia’ melhoraram, face às últimas provas, e Oscar Piastri foi quarto, estando sempre melhor que Lando Norris que terminou na sétima posição.
Quem conseguiu os restantes pontos, para além do excelente sexto posto de Isack Hadjar, foram os pilotos da Racing Bulls, com Liam Lawson em nono e Arvid Lindblad em décimo. Algo que deixa a sua equipa mais próxima da Alpine no Mundial de Construtores, numa batalha bastante interessante pelo título de ‘melhores do resto’, ou seja, pelo quinto lugar da classificação. A marca austríaca está, agora, a 13 pontos dos homens do emblema francês.
Lutas que arrepiam e até pinos voaram
Antes de partirmos para a parte emotiva deste Grande Prémio, não posso deixar de abordar o embate num pino (isso mesmo)! A Williams voltou a ter uma corrida para esquecer, com desistência de Carlos Sainz e com Alex Albon no 17.º lugar – apenas à frente de Fernando Alonso, já que houve quatro desistências -, mas o pormenor de destaque do piloto tailandês foi mesmo um acidente que não se vê todos os dias e como vi pela internet momentos a seguir: “No Mónaco, entre passeios e muros ninguém bate, mas num circuito com todo o espaço do Mundo, Albon consegue derrubar um pino!!!”
O momento acima não deixa de ser interessante na Fórmula 1, mas de seguida, e sou obrigado a colocar dois vídeos, vêm acontecimentos que fazem arrepiar e retirar as costas do sofá. Estas novas regras estão a proporcionar algumas lutas em pista e quando se envolvem dois multicampeões, a coisa vai ser séria, emotiva e com expressões à Pedro Henriques (vocês sabem do que estou a falar): “Eish!!!”. Não me alongo mais e façam o favor de visualizar os seguintes excertos…


