Kimi Antonelli sagrou-se campeão do Mundo de Fórmula 1, após ter assegurado o terceiro posto no Grande Prémio do México (apenas necessitava de dois pontos), tornando-se, assim, o piloto mais jovem de sempre – 20 anos e 68 dias – a festejar a conquista do título na categoria rainha do automobilismo mundial. Perante estas evidências, apenas nos restam os chavões: ‘Parabéns, Kimi!’; ‘Grande temporada!’; e ‘Venham mais!’.
Uma enorme alegria para a nação italiana (pelo menos isso e já vamos colocar o dedo na ferida) que, ao fim de 73 anos, volta a ter um campeão mundial de Fórmula 1, depois de Alberto Ascari (1952 e 1953) e ainda do primeiro de sempre, Nino Farina, em 1950. Finalmente, um motivo para os tifosi sorrirem, já que a marca que normalmente apoiam cegamente continua de olhos vendados e às avessas.
A conquista do campeonato é especial, com certeza, mas há um momento que tornou tudo ainda mais megalómano para o jovem transalpino, pois dividiu o pódio no qual se tornou campeão com os dois pilotos mais titulados da grelha: Max Verstappen (venceu o GP México) e Lewis Hamilton (2.º classificado). Uma celebração que vai ficar, com certeza, para a eternidade, com um peso tremendo, na qual estão presentes 12 títulos de Fórmula 1, envolvendo três gerações distintas. Absolutamente mágico!
São tantos tiros que já não restam pés suficientes na Ferrari
Vamos, então, começar a analisar a corrida propriamente dita e, havendo tanto para contar (várias incidências, acidentes, Virtual Safety Car, Safety Car, bandeira vermelha e ultrapassagens nas boxes), a primeira abordagem tem de ser relativa à Ferrari, sendo que faltam palavras para descrever o que pode ser considerado como autossabotagem, incompetência, falta de liderança ou (bem possível) já não querem, simplesmente, saber. Este primeiro vídeo dá uma ideia do que aconteceu na primeira volta.
A explicação tem de ter início no sábado, pois Sir Lewis Hamilton alcançou a primeira pole position com a marca do Cavalino Rampante. Mais um marco histórico que fazia antever um triunfo para os italianos que andam à volta da pista de vermelho. Com Charles Leclerc em terceiro no arranque, até havia previsões para 1-2 na Cidade do México. No entanto, como vai sendo habitual (infelizmente para os tifosi), os pilotos fizeram asneira e, claro, toda a equipa também. Na partida, Hamilton conseguiu manter-se na frente, Leclerc arrancou bem e ultrapassou George Russell, mas depois resolveu hipotecar a corrida do companheiro de equipa e a sua, quando já estavam nas posições que pretendiam e ainda restavam 70 voltas para lutar pela vitória. Graças ao embrulhanço, o monegasco foi penalizado com cinco segundos e foi mesmo ultrapassado por Max Verstappen nas boxes. Um momento doloroso para os apaixonados pela Ferrari. Este Grande Prémio ainda contou com uma bandeira vermelha e no segundo arranque, Charles Leclerc voltou a exagerar, desperdiçando um pódio.
Como ficou explícito no vídeo, Charles Leclerc voltou a ser demasiado ambicioso, queimou a travagem e por pouco não voltou a encostar no companheiro de equipa. Com tal movimento danificou os pneus e ficou à mercê de Kimi Antonelli que apenas agradeceu, pois assim festejou o título no pódio e ao lado de multicampeões de Fórmula 1.
Triunfo de Max para a ultrapassagem com uma estreia em grande e um acidente daqueles
Como referido, as incidências foram tantas que era chato (talvez esteja a ser na mesma) estar aqui a enumerar todas. No entanto, convém referir que Max Verstappen foi o grande vencedor deste Grande Prémio do México, somando 25 pontos que possibilitam ao piloto neerlandês subir à vice-liderança do campeonato, ultrapassando Hamilton (a dois pontos de distância) e George Russell que está a ter um final de temporada horrível.
Também não se pode passar ao lado da polémica do fim de semana, pois no sábado, antes da Qualificação, a Haas anunciou que Ryo Hirakawa (japonês) iria substituir Esteban Ocon. Os rumores indicam que houve uma discussão feia entre o piloto francês, que está sem lugar na Fórmula 1 para 2027, e o chefe de equipa Ayao Komatsu que tomou a decisão de afastar o atleta com efeitos imediatos. Em princípio, a época de Ocon chegou ao fim… Esperemos pelo Brasil!
Com isto, o nipónico Ryo Hirakawa teve uma estreia de sonho, beneficiando das inúmeras penalizações no pós-corrida, terminando na décima posição e somando o primeiro ponto de sempre na categoria rainha do automobilismo. Também uma saudação para Gabriel Bortoleto que voltou a pontuar antes do Grande Prémio caseiro, com o oitavo posto e para Liam Lawson (sétimo) que se está com o lugar em risco (alguns rumores na imprensa da especialidade) vai demonstrando toda a capacidade para se manter no Grande Circo.
Para terminar, o velho lembrete de que se trata de um desporto no qual há risco de vida. Vejam as imagens do acidente de Valtteri Bottas!


