Charles Leclerc venceu o Grande Prémio do Reino Unido, dominando grande parte da corrida em Silverstone, porém beneficiou de um final normal, mas que já gerou ódios e paixões no passado. O piloto monegasco ganhou pela primeira vez na presente temporada, dando o triunfo número 250, na Fórmula 1, à Ferrari (Ui! Muita coisa!) e somando pontos importantes individualmente, saltando para a quarta posição no Mundial de Pilotos. (Très bien que é para ele entender…)
Não desesperem que já vou explicar o que aconteceu no final da prova. Primeiro, ou melhor, em segundo lugar, ficou George Russell que, este sim, a meu ver, beneficiou bastante com a tal situação. O pódio ficou completo com o outro piloto do emblema transalpino, já que Lewis Hamilton voltou a demonstrar qualidade no circuito de casa e obteve o terceiro lugar, o qual pode ter sabido a pouco, mas que, com as várias incidências da corrida, até acabou por ser um mal menor. Uma das boas batalhas deste Grande Prémio envolveu dois pilotos britânicos e ex-companheiros de equipa. Desfrutem!
Estes dois compatriotas aproveitaram o facto de, mais uma vez, a Mercedes ter demonstrado problemas no seu monolugar, neste caso, no de Kimi Antonelli. O líder do Mundial de Pilotos teve um problema na roda dianteira esquerda que não foi corrigido, mesmo trocando o ‘nariz’ do carro e isso fez com que se arrastasse pela pista e, assim, terminou fora dos pontos, no 15.º lugar, e a luta volta a aquecer com a aproximação de Russell e Hamilton, pois ainda falta muito para a bandeira de xadrez final… Convém referir que o italiano venceu o Sprint, mas com o número 44 logo atrás, com o companheiro de equipa na quarta posição (ou seja, poucos pontos ganhou) e um pódio para Lando Norris, nessa mini-corrida.
Teve um brasileiro voando e a tal luta animou ainda mais
É verdade que a Audi é estreante, mas Gabriel Bortoleto já é dono do melhor resultado de sempre da marca alemã na Fórmula 1. O piloto brasileiro conduziu o seu monolugar até ao oitavo posto e garantiu quatro pontos fundamentais a nível particular e coletivo. O jovem canarinho tem feito o possível e a época não está a ser nada má, porém não pontuava desde o Grande Prémio inaugural na Austrália, sendo que Hulkenberg ainda continua sem top-10.
Com três carros que habitualmente estão nos pontos de fora (Kimi já referido, Piastri em 11.º e Max a desistir e já lá vou), a porta abriu-se para a Audi, mas também para aqueles que têm lutado com unhas e dentes. Antes disso, referir que Lando Norris foi 4.º classificado e Isack Hadjar (que bem se vem comportando) foi 5.º. Os homens da Racing Bulls levaram o sexto e o sétimo postos, com Arvid Lindblad a pontuar na sua estreia caseira com a Fórmula 1. Já os dois últimos lugares no top-10 ficaram para Franco Colapinto e Pierre Gasly.
Esta distribuição voltou a animar, e de que maneira, uma luta para a qual tenho, insistentemente, chamado a atenção, pois promete ser das mais emocionantes de 2026. Com esta conjugação de resultados, a Racing Bulls recuperou 12 pontos e está, agora, a somente um do quinto lugar no Mundial de Construtores ocupado pela Alpine… (temos batalha!!!) No entanto, também é necessário referir que a Ferrari ganhou terreno face à líder Mercedes, reduzindo a distância em 20 pontos.
Consistência dá frutos entre nova demonstração de pilotagem e a última gota d’água para Max?!
Como é normal, os pilotos mais consistentes vão fazendo o seu caminho em direção à conquista do título, mas também do top-10 final. Na frente continua Kimi Antonelli, mas agora com George Russell a apenas 25 pontos de distância, com Lewis Hamilton no terceiro posto com menos sete (está bom). Mas, ainda melhor está (mais uma vez, Racing Bulls contra Alpine) a luta entre Gasly e Lawson, pois estão separados por somente três pontos.
Em Silverstone, Max Verstappen não terminou a corrida, num despiste pouco habitual que levou a uma reação nada boa para a Red Bull, já que o quatro vezes campeão do Mundo vociferou, e muito, em relação ao carro que tem à sua disposição. Será que o neerlandês vai mesmo trocar de equipa em 2027?
Mais um Grande Prémio e mais uma batalha épica entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, sempre que se encontram em pista, o espetáculo está garantido (deixo as imagens abaixo). Agora, vamos ao final da prova. Depois do acidente do homem da Red Bull houve Safety Car em pista, com Leclerc e Hamilton (ao contrário de Russell) a aproveitarem para colocarem pneus macios, pois apenas restavam meia-dúzia de voltas e a Ferrari apontava ao 1-2. Porém, a limpeza da pista e o arranjo da barreira de segurança demoraram mais que o previsto e a bandeira de xadrez foi exibida atrás do Safety Car, sem dar oportunidade para lutas finais, ou seja, no mínimo na última volta. Algo inesperado, pois a indicação era que o veículo ia sair para as boxes, sendo que a FIA mencionou que se tratou de um erro de software. A justificação foi mais além, com o organismo a referir que depois dos pilotos atrasados ultrapassarem o Safety Car é necessário, obrigatoriamente, dar mais uma volta nessas condições. Pois! Mas, em 2021 (todos nos lembramos de Abu Dhabi e do primeiro de quatro títulos consecutivos de Max) isso não foi cumprido…


