Kimi sobe degrau na vitória de Russell e a luta McLaren que estava nas cartas

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Ok, Russell ganhou o Grande Prémio do Canadá, mas o destaque da prova norte-americana tem de ir para Kimi Antonelli que subiu, pela primeira vez, ao pódio de um Grande Prémio de Fórmula 1. Uma excelente corrida dos homens da Mercedes que ficaram apenas separados por um tal de Max Verstappen. Russell foi o grande vencedor, beneficiando da pole position, com uma volta espetacular, e do facto de se ter defendido muito bem dos ataques do tetracampeão mundial, nomeadamente, nas primeiras voltas. A marca alemã garantiu bons pontos, numa exibição de elevada qualidade do ‘rookie’ que vai mostrando o seu génio e assim foi espalhar (beber não sei se pode) champanhe com o terceiro lugar.

Max Verstappen mais uma vez extraiu tudo e mais alguma coisa do seu Red Bull e assegurou o 2.º lugar, ganhando pontos à concorrência (pilotos da McLaren e já lá vamos, pois protagonizaram o episódio de levantar do sofá desta prova), em nova demonstração da sua enorme capacidade competitiva e, todos sabemos, com o neerlandês na grelha, nunca nada está dado como certo. Este Grande Prémio do Canadá permitiu aproximações no Mundial de Pilotos que volta a suscitar maior interesse na luta pelo título.

A Mercedes, para além dos resultados dos pilotos, foi a grande vencedora em termos coletivos, pois a vitória e o terceiro posto permitiram à marca da estrela voltar ao 2.º lugar no Mundial de Construtores, ultrapassando a Ferrari que segue a desiludir. A equipa italiana conseguiu assegurar a 5.ª e a 6.ª posições (bons pontos, tendo em conta o momento), se bem que continuam as discussões via rádio e o azar de Lewis Hamilton que voltou a sofrer danos no seu monolugar, depois de ter atropelado uma das já famosas marmotas do circuito de Montreal (não há imagens oficiais, infelizmente).

Norris borra a pintura numa batalha há muito antecipada

Vamos já abordar o tal episódio que, sem referir nomes, deixou os espectadores a falar para as televisões. Pois é, os pilotos da McLaren envolveram-se num acidente (que choque, certo), no entanto apenas um deles – o que errou feio – ficou fora de prova. Enquanto ainda tentavam perseguir Kimi Antonelli na 3.ª posição, os homens da marca britânica viram-se envolvidos na sua própria batalha, na parte final da corrida, provocando a entrada do ‘safety car’, sendo que a corrida terminou atrás do carro de emergência (afinal… só para os mais atentos!!!). Mas, como sempre o melhor é verem, se bem que ainda há mais um mimo à frente…

Como já se tinha antecipado, companheiros de equipa envolvidos em lutas por campeonatos e sem ordens esclarecedoras, por parte dos responsáveis máximos, normalmente dá faísca e este foi um exemplo disso mesmo. Mas, a história tende em repetir-se e, também como já tinha mencionado, não é que este momento entre Norris e Piastri é bastante idêntico ao de Lewis Hamilton (sim, já por cá andava) e Jenson Button, em 2011. Mesma pista, mesma reta, apenas um desenho ligeiramente diferente. Nessa altura, o mais novo (Hamilton) é que foi o irreverente, e ainda há umas coisas distintas, pois dessa vez o espaço (ou gap como dizem os nossos amigos anglosaxónicos) estava lá. Descubram, então, as diferenças…

Mais experientes somam pontos importantes

A concluir o top-10, na tão importante luta pelos pontinhos, os pilotos mais experientes demonstraram maturidade e paciência para amealharem pontos importantes. Logo na sétima posição ficou o mais ‘velhinho’ de todos, com Fernando Alonso, no alto dos seus 43 anos, a somar os seis pontos, cruciais especialmente para a Aston Martin. A seguir ficou Nico Hulkenberg, em mais uma bela exibição, dando mostras de que o Sauber consegue estar bem dentro da batalha pontual. O piloto alemão, de 37 anos, foi oitavo classificado e levou os quatro pontos.

A fechar as contas ficaram Esteban Ocon e Carlos Sainz Jr. O francês, de 28 anos, conseguiu subir da 14.ª posição à partida para o nono posto e amealhou dois pontinhos, também importantíssimos para a Haas. Mas, a maior ascensão neste Grande Prémio do Canadá foi protagonizada por Carlos Sainz, com o espanhol de 30 anos, a fechar o top-10, depois de ter saído da 16.ª posição da grelha, em mais uma Qualificação em que deixou a desejar com o seu Williams.

Apenas uma menção a mais um protesto pós-corrida da Red Bull que reclamou do comportamento do líder e posteriormente vencedor da corrida, George Russell, durante a presença do ‘safety car’. Ah e já referi que terminou com os carros atrás do ‘safety car’… Brincadeira!

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