A lengalenga vem a propósito, porque voltámos a assistir a uma lição de condução por parte do tetracampeão Mundial de Fórmula 1, Max Verstappen. O piloto neerlandês venceu, de forma surpreendente (ou não), o Grande Prémio de Monza, numa demonstração de velocidade pura, obviamente com a ajuda de um Red Bull muito afinadinho, especialmente tendo em conta as últimas corridas. Quando se esperava mais um 1-2 da McLaren, devido à natureza veloz deste circuito italiano, surgiu de lá o multititulado, com uma performance alucinante. Tudo começou na Qualificação, com mais uma pole-position de fazer arrepiar cabelos, sendo a volta mais rápida de sempre da modalidade, pois foi completada numa média de cerca de 265 km/h… OMG (para o nosso público mais jovem…Ehehehe).
Após conseguida a primeira posição na grelha de partida, Max foi obrigado a efetuar um arranque ao seu estilo, precavendo-se das investidas dos dois ‘papaia’ que ficaram logo atrás e também de um sempre rápido (especialmente em Monza) Charles Leclerc que partiu da quarta posição. Apesar de esta manobra não ter tido grande significado, pois acabou por perder a liderança pouco depois, fica na mesma o vídeo.
O movimento que vale mais a pena assistir vem já a seguir, pois Max Verstappen perdeu a liderança, mas foi buscá-la novamente numa ultrapassagem de excelência, bem ao tom do piloto da Red Bull. No entanto, dizer ainda que o pódio deste Grande Prémio de Monza ficou completo com os dois homens da McLaren, Lando Norris e Oscar Piastri, respetivamente, mas isto ainda tem que se lhe diga, já lá vamos…
McLaren ainda confusa quanto a ter pilotos a lutar pelo título
Inevitavelmente, este Grande Prémio, o 16.º da temporada, ficou marcado por um episódio de índole amadora (na minha opinião) a envolver, mais uma vez, as ordens de equipa da McLaren. Lando Norris, depois de ter sido superiormente ultrapassado por Max Verstappen seguia, e bem, na 2.ª posição, com o seu companheiro de equipa no terceiro posto, sendo que batalhou por isso frente a Charles Leclerc. Porém, na paragem para troca de pneus, o britânico foi o segundo a ser chamado e houve um atraso, devido a um problema numa das rodas do monolugar n.º 4. Coisas de corrida, a meu ver, mas que levaram a marca britânica (imagine-se…) a dar ordem a Oscar Piastri para deixar o seu companheiro passar, trocando de posições.
Apesar de parecer algo ridículo, a verdade é que do ponto de vista de espectador, até resultou em algo benéfico, pois significou que Lando Norris recuperou pontos face ao líder do Mundial de Pilotos, Oscar Piastri, sendo que Max recuperou face a ambos. Assim, as contas continuam bem em aberto para o que ainda resta da temporada. Fica apenas a questão, principalmente depois desta exibição do tetracampeão mundial, se a McLaren consegue mesmo apostar num só ‘cavalo’ para se sagrar campeão do Mundo de Fórmula 1, em 2025.
Dois ‘rookies’ a brilhar e começam a faltar adjetivos para a época de Alex Albon
Aproveitando a imagem acima, é obrigatório falar das enormes exibições a que assistimos no meio do pelotão, mas também no fim, sendo que acabaram no meio (perceberam? Já explico). Dois ‘rookies’ voltaram a brilhar ao mais alto nível, sendo que um deles, Gabriel Bortoleto, começou a dar cartas, mais uma vez, logo na Qualificação, com mais uma presença na Q3 e um extraordinário sétimo melhor tempo. Na corrida de domingo, o piloto brasileiro da Sauber terminou bem dentro dos pontos, alcançando o oitavo lugar.
Com base nesta tabela dos dez primeiros, é fácil perceber que o outro ‘rookie’ em destaque foi Isack Hadjar, mas não por ter ficado, novamente, nos pontos, mas pela forma como o conseguiu. O piloto francês da V-card, espantem-se lá, partiu da via das boxes para este Grande Prémio de Monza e terminou com o seu pontinho, na décima posição, recuperando uns espetaculares oito lugares… Sério candidato a ‘rookie’ do ano…
Se estiveram atentos à classificação do Mundial de Pilotos, já deram conta que Alex Albon está a realizar uma temporada de se lhe tirar o chapéu. Sem se deixar intimidar pela chegada de Carlos Sainz, multivencedor de Grandes Prémios e vindo da Ferrari (nem vou falar deles, acaba por perder interesse, ainda por cima com uma exibição tão medíocre em sua casa), o piloto com licença de condução tailandesa da Williams vai sendo uma das agradáveis surpresas do ano. Albon é, atualmente, sétimo no Mundial de Pilotos, ultrapassando Kimi Antonelli, da Mercedes, devido a uma corrida excecional, terminando no sétimo posto depois de ter partido do 14.º lugar da grelha… Palmas, palmas e palmas!!!
Sendo este um Grande Prémio especial, e apesar da marca da casa ter vacilado, não podia terminar sem partilhar estas imagens:


