As saudades do hino neerlandês e uma ‘carrera’ daquelas!

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Sem entrar no domínio da gabarolice, a minha previsão foi, praticamente, na ‘mouche’. Red Bull fez mesmo 1-2 no Grande Prémio do Bahrain, com Max Verstappen em 1.º lugar e Sérgio Perez em segundo. Apesar de não ter adivinhado o piloto que completou o pódio, também foi para um dos mais experientes do paddock, com Carlos Sainz Jr. a garantir o 3.º posto e a melhor exibição desta primeira prova do campeonato mundial de Fórmula 1, mas já lá vamos. Isto porque, primeiro, a pergunta que se impõe é quem já tinha saudades do hino dos Países Baixos (Max) e da Áustria (Red Bull)? Se sentiam falta, é bom que se comecem a acostumar novamente, pois e também tal como a minha leitura das folhas de chá previu, o que se avizinha para esta temporada de 2024 é que seja, basicamente, igual à de 2023.

Não só pelos primeiros lugares, nomeadamente naquele que vai ser o campeão do Mundo e também em quem vai vencer o mundial de construtores, mas sim por todo o top-10. Depois de na segunda metade da época passada assistirmos a um pelotão dominado por cinco equipas, este ano começou, precisamente, dessa forma, com os dez pilotos dessas cinco ‘scuderias’ a garantirem o top-10 e um deles conseguiu entrar nesta lista, após uma recuperação fantástica.

O ‘desempregado’ e o ‘subestimado’ em destaque

Acho que podemos avançar para a análise do Grande Prémio, pois apenas foi a primeira corrida e não adianta andar com mais especulações, até porque para a semana há novo Grande Prémio, na Arábia Saudita, igualmente, no sábado.

Pois bem, neste GP do Bahrain, para mim e para os votantes no website da Fórmula 1, o piloto do dia foi Carlos Sainz e, acrescentaria, sem dúvida alguma. Por esta altura está ‘desempregado’ em 2025 e não sei se foi o alívio de não ter pressão para esta temporada ou o facto de ter de se mostrar a todas as outras equipas do paddock que fizeram com que o piloto espanhol estivesse ‘soltinho’ (como diz o outro). Um 3.º lugar espetacular que resultou de uma ‘carrera’ bem executada, lutando com o companheiro de equipa e levando a melhor, sendo que também não deixou fugir o segundo Red Bull, terminando a somente cerca de três segundos de Sérgio Perez. Já para Max Verstappen nem vale a pena mencionarmos (aqui que ninguém nos ouve, o neerlandês venceu com 22.457 segundos de vantagem do companheiro de equipa) WOW!!!

O outro piloto protagonista de uma grande corrida foi Lance Stroll, o tal que apenas corre porque o pai é dono de uma equipa (Aston Martin). Pode muito bem ser verdade que é piloto dessa equipa, por causa do pai, mas que tem capacidades para andar neste pelotão, disso que não haja dúvidas. Depois de nas habituais ‘confusões’ do arranque, ter andado às voltas e saído de pista, o canadiano recuperou do 20.º (sim, último) até aos pontos, ou seja, ao décimo posto. Uma salva de palmas e merecida!

Isto sem uma polemicazinha nem tinha piada

Com as emoções do início da nova temporada à flor da pele e com as expectativas sempre elevadas de todas as equipas, é normal que surjam de imediato alguns desacatos. Vou começar pelos que aconteceram dentro da pista, para além da luta empolgante e perigosa dos pilotos da Ferrari que já mencionei acima. Aquela que trouxe uma ‘birra’ e uma interrogação foi a que sucedeu com os pilotos da V-Card (vou chamar-lhe assim. Antiga Alphatauri), Daniel Ricciardo e Yuki Tsunoda. Bem, a poucas voltas do final, a equipa decidiu que o australiano estava mais rápido e que podia alcançar Kevin Magnussen no 12.º posto e, por isso, ordenou ao piloto nipónico que cedesse a passagem ao seu companheiro de equipa. Pois bem, poucas voltas depois e vendo que Ricciardo falhou na sua missão, Yuki exigiu explicações, num tom birrento, à sua equipa. Algo que também coloca, desde já, em cheque o novo chefe Laurent Mekies que substituiu Franz Tost que liderava a equipa há 18 anos…

A outra polémica sobre a qual não me vou alongar muito, tem a ver com a suposta exigência do pai de Max Verstappen para que Christian Horner abandone a Red Bull, apesar do mesmo ter sido ilibado, após o inquérito interno. Ainda sobre o pai do tricampeão do Mundo, no paddock já se sussurra sobre o futuro do filho e uma conversa com Toto Wolf (chefe da Mercedes), faz com que os rumores ganhem vida rapidamente. Aguardemos!

PS: O meu abraço de força a Pierre Gasly e Esteban Ocon, mas este Alpine…

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