História faz-se de vermelho com um multicampeão a relançar a luta e como está boa a batalha entre Alpine e Racing Bulls

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No Grande Prémio da Catalunha (sim, mudou de nome, pois há mais uma corrida por Espanha este ano) fez-se história com o regresso aos triunfos de Sir Lewis Hamilton, sendo o primeiro de sempre na Ferrari e já tinha passado algum tempo (2024) desde a última vez que tínhamos visto o sete vezes campeão do Mundo no topo do pódio. O multicampeão somou mais uma vitória ao seu próprio recorde e são, agora, 106 na Fórmula 1, numa corrida em que fez lembrar o ‘velho’ Hamilton, pois recebeu a bandeira de xadrez com praticamente 20 segundos de avanço do segundo classificado.

A verdade é que a corrida se desenrolou na perfeição para este jovem de 41 anos que, curiosamente, se estreou a vencer pelo Cavalino Rampante no mesmo mês que um tal de Michael Schumacher, trinta anos depois. Depois de ter conseguido a 2.ª posição na grelha de partida, desde cedo se percebeu (até porque partiu de pneus macios) que a sua estratégia seria de três paragens. O ritmo era bom, mas mesmo assim não conseguia alcançar o Mercedes de George Russell, até que o número 63 fez a sua segunda paragem e, pouco depois, um Virtual Safety Car abriu a janela para a liderança do número 44 que parou e saiu na frente do ex-companheiro de equipa. Facto relevante: quem diria que seria devido a Fernando Alonso (provocou o VSC) que surgiria a vitória de Lewis Hamilton (recorde-se que são eternos rivais e ex-companheiros de equipa, numa relação, digamos, bastante azeda).

Depois de ter saído na frente de Russell, o homem que se tornou o primeiro piloto de sempre a ganhar com a Ferrari, a Mercedes e a McLaren partiu para uma exibição fantástica, com voltas mais rápidas consecutivas. Em mais umas curiosidades, Lewis Hamilton dividiu o pódio com os pilotos das equipas com as quais venceu Grandes Prémios (Russell foi segundo e Norris terceiro) e ainda se tornou no 41.º piloto a vencer com a marca italiana. O pódio ficou assim definido apenas nas duas últimas voltas, já que houve desistência do líder do Mundial de Pilotos, com problemas de fidelidade no Mercedes de Kimi Antonelli.

Mundiais ganham nova vida com um top-10 com quatro duplos pontos

Logo a seguir ao pódio totalmente britânico, que não sucedia desde 1968, surgiu Max Verstappen que ficou praticamente sozinho durante toda a corrida, especialmente depois do abandono de Charles Leclerc (está a ter um início de temporada complicado). Na quinta posição ficou Oscar Piastri, na primeira distribuição de pontos dupla, sendo que o sexto lugar ficou reservado para Isack Hadjar da Red Bull. Depois houve show dos pilotos da Alpine e da Racing Bulls (mais à frente abordo luta no Mundial de Construtores) que completaram o restante do top-10, numa corrida em que apenas terminaram 15 pilotos de 22, sendo que Albon fez mais uma sessão de treinos, pois acabou o Grande Prémio da Catalunha com onze voltas de atraso face ao líder.

Com a desistência de Kimi Antonelli, a luta pelo Mundial de Pilotos volta a ganhar um certo interesse, já que Lewis Hamilton se aproximou do italiano da Mercedes, estando agora a 41 pontos do topo da classificação e também se afastou um pouco de Russell, tendo nove pontos de avanço. Porém, nesta tabela há que referenciar e sublinhar a oitava posição do ‘nosso’ Pierre Gasly que soma, até ao momento, 41 pontos. Impressionante! Vá, uma ressalva para Liam Lawson que fecha o top-10 (28 pontos).

No outro campeonato, ou seja, no Mundial de Construtores, a coisa também animou um pouco (não muito) na frente, com a tal aproximação da Ferrari à Mercedes, graças ao resultado de Hamilton. Mas quem somou pontos a dobrar viu a coisa melhorar, com a McLaren a apontar ao segundo posto, a Red Bull a ganhar alguma folga, até porque vem uma extraordinária Alpine logo atrás, com 57 pontos, que se vai consolidando como a melhor equipa do ‘segundo pelotão’, porém tem concorrência da Racing Bulls.

Não ganhou um qualquer e isso traduz-se numa demonstração de força

‘Forza Ferrari’ é o lema dos tifosi e foi isso mesmo que Lewis Hamilton fez nesta prova de Barcelona, ou seja, demonstrou força. Primeiro quebrou a sequência de seis vitórias da Mercedes (cinco de Antonelli), em 2026, numa corrida para a qual os italianos (tal como tinham prometido logo no arranque da temporada) levaram bastantes atualizações. Oito no total e mais do que qualquer outra marca. As circunstâncias da corrida ajudaram, mas a verdade é que ganharam.

A isto acrescenta-se o estatuto de lenda ou de estrela planetária de Sir Lewis Hamilton (nota-se que fiquei contente? Ehehe), pois não foi qualquer um que garantiu esta quebra no domínio da marca da estrela. O seu estatuto recordista e de sete vezes campeão do Mundo, tal como o facto de a sua mais recente conquista amorosa partilhar do mesmo estatuto, ajuda bastante na proliferação do entusiasmo em torno do emblema de Maranello e do próprio piloto britânico rumo a mais um título que lhe garantiria, simplesmente, um lugar eterno na história mundial do desporto, especialmente, na Fórmula 1 (claro que já o tem, mas com o recorde de Mundiais…).

Uma Alpine fantástica é aquilo que me apraz dizer. As dúvidas eram muitas, depois de uma época totalmente falhada, mas a verdade é que Flavio Briatore está a conseguir dar a volta ao texto, pelo menos para já, e o monolugar da marca francesa que tem unidade motriz alemã (Mercedes) vai-se comportando de forma exemplar e terminaram as dúvidas em torno do abandono da Renault…

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