A chuva ameaçou, mas acabou por não aparecer naquele que foi o último Grande Prémio dos Países Baixos, em Zandvoort, pelo menos nos próximos anos. Uma corrida que contou com várias peripécias (mais à frente, calma!) e que foi ganha por Lando Norris que, assim, somou 25 pontos pela segunda vez consecutiva. Também houve Sprint, do qual George Russell saiu vencedor, e isso ajudou a baralhar as contas do Mundial de Pilotos, pelo menos quanto ao vice-campeonato.
O britânico da McLaren voltou da pausa de verão no mesmo ponto em que tinha saído, ou seja, a ganhar. No segundo lugar ficou Kimi Antonelli – líder da classificação – e o outro piloto da Mercedes ficou com a terceira posição. No entanto, as contas ficaram ainda mais baralhadas, pois Russell alcançou Hamilton na segunda posição, enquanto Norris e Leclerc se intrometeram nesta luta, pois o primeiro posto já está algo distante para todos (ainda falta muito e veremos).
Os dois homens da Ferrari fecharam o top-5 e Oscar Piastri, que continua a não se entender com o monolugar de 2026, terminou na sexta posição. Mas, a McLaren vem somando pontos importantes e também o Mundial de Construtores vai ficando mais interessante, lá está, em relação ao segundo classificado. Nas outras batalhas, bem espetaculares, a Racing Bulls não pontuou e viu a Alpine aproximar-se (um bocadinho assim) e a Audi vai-se afirmando e ameaçando, seriamente, a Haas.
Acidentes e milagres assim é a F1
Max Verstappen despediu-se da sua corrida caseira no muro. Pois é, o piloto da Red Bull sofreu um acidente, bem feio, logo na primeira volta e foi obrigado a abandonar para enorme desgosto da normal ‘armada laranja’ que compõe as bancadas de Zandvoort. Imagens que nos recordam aquilo que é a Fórmula 1 (há outras mais impressionantes, já a seguir).
Sem aparente relação, logo a seguir ao embate de Verstappen, Gabriel Bortoleto rodopiou no meio da pista e o seu companheiro de equipa revelou uma frieza ímpar. O sangue alemão de Nico Hulkenberg, tal como a sua enorme experiência no desporto e na categoria rainha do automobilismo, evitou um acidente que podia ter tido proporções fatais. É melhor verem! Tentem não reagir (aposto que não conseguem)!
A Williams vai de mal a pior e a coisa fica ainda mais complicada quando os dois pilotos se envolvem em pista. Esta merece uma sapatada na testa… Porém, para além de mostrar mais um vídeo de uma das peripécias deste Grande Prémio, também quero falar da Ferrari (verdade, pensavam que não?). A equipa de Maranello é bipolar – é a única justificação -, pois já demonstrou este ano que é capaz de ganhar corridas com base na estratégia. No entanto, os fantasmas voltam quando não decidem, pedem aos pilotos para decidirem, não se impõem com ordens de equipa e perdem posições preciosas. Lewis Hamilton (2.º classificado e a perseguir o líder do campeonato) terminaria no pódio se a Ferrari os tivesse no sítio e dissesse a Leclerc, simplesmente, para o deixar passar… Enfim!
Bons regressos e um ‘cota’ feliz
O top-10 do Grande Prémio dos Países Baixos ficou completo com o sétimo posto de Liam Lawson, o oitavo de Nico Hulkenberg, o nono de Fernando Alonso (verdade) e o décimo de Pierre Gasly. O australiano voltou a pilotar um Red Bull, devido à lesão de Isack Hadjar e realizou um excelente trabalho, garantindo bons pontos para a equipa, especialmente depois da desistência de Max Verstappen.
Com o empréstimo de Lawson à Red Bull, Yuki Tsunoda regressou ao volante da Racing Bulls e não se comportou nada mal, ficando à porta dos pontos, no 11.º lugar, e à frente do seu companheiro Arvid Lindblad, o ‘rookie’ que está a fazer uma bela temporada. Porém, Zandvoort marcou o regresso aos pontos de Fernando Alonso, desta feita com dois, na nona posição e o nosso ‘velhinho’ mostrou-se bastante satisfeito com o seu Aston Martin (será que vão surpreender na segunda metade da época?).


