George Russell venceu o Grande Prémio do Azerbaijão, nas ruas de Baku, numa exibição de gala que culminou com o primeiro ‘Grand Slam’ da carreira do piloto britânico. Tudo começou com a pole position, na Qualificação, com uma volta extraordinária, na qual deixou o segundo classificado, Charles Leclerc, a mais de oito décimos, depois liderou todas as voltas da corrida, realizou a volta mais rápida e terminou como o primeiro a receber a bandeira de xadrez, apesar do ‘aperto’ da Red Bull (já lá vamos).
Kimi Antonelli bateu durante a Qualificação e arrancou da 16.ª posição. O líder do Mundial de Pilotos fez uma recuperação épica, terminando no quinto posto, e continua seguro no primeiro lugar, sendo que o triunfo de Russell permite-lhe respirar um pouco melhor na segunda posição, praticamente fechando esses lugares para a Mercedes.
No entanto, os monolugares que mais surpreenderam, pela positiva, neste circuito citadino da capital do Azerbaijão, foram os Red Bull. Isack Hadjar bateu o seu companheiro de equipa na Qualificação, porém Max tinha outros planos para a corrida, concluindo a mesma na segunda posição e, graças às bandeiras amarelas, bem perto de Russell, chegando a menos de dois décimos de segundo à bandeira de xadrez. O francês da marca austríaca assegurou o restante lugar no pódio, com a terceira posição. Algo que lhe valeu um cumprimento especial do tetracampeão Mundial.
Colapinto quis dançar com Kimi a evitar uma desgraça e a Haas a aproveitar
A corrida teve algumas peripécias, sensivelmente, a meio do Grande Prémio, depois de ter começado de forma enfadonha. Primeiro, Alex Albon enfiou-se nas barreiras de segurança, o que deu a possibilidade de toda a gente trocar os pneus ‘de graça’, ou seja, sem que se perdessem posições. Mas, no reatar da corrida, conduzido por Russell, Franco Colapinto encheu-se de uma confiança tal que até se fica sem perceber bem o que lhe passou pela cabeça e foi protagonista de um acidente que retirou quatro carros de prova. Vejam e digam de vossa justiça. Já agora, o piloto argentino da Alpine hipotecou bons pontos para a equipa e já recebeu penalizações na grelha para o próximo Grande Prémio, este fim de semana, na Malásia, mas é o GP Bahrain…
Um acidente escusado quase levou consigo o líder do campeonato, que conseguiu evitar a confusão. No entanto, também sofreu um toque, mas, felizmente, não foi nada impeditivo para o jovem italiano, que no final da corrida ainda ‘foi buscar’ Lewis Hamilton para terminar na quinta posição, salvando o máximo de pontos que conseguiu.
Com os Alpine de fora e ainda os dois McLaren – em momentos distintos -, Norris foi um dos envolvidos na ‘dança sincronizada’ e, mais tarde, Oscar Piastri bloqueou as rodas numa travagem, saiu de pista e perdeu imenso tempo e posições (apenas terminou no 13.º lugar). Com isto, houve pontos surpreendentes, com os dois Haas a serem os grandes beneficiados. Oliver Bearman foi nono e o seu companheiro, que está sem contrato para o ano, Esteban Ocon, foi oitavo classificado.
Sainz levou o pontinho e Ferrari cimentou a segunda posição
Carlos Sainz resgatou um ponto, no meio do caos, com a décima posição, num bom fim de semana para o piloto espanhol da Williams. A marca britânica deu um ‘passinho’ em frente e isso permitiu a aproximação à Audi no Mundial de Construtores, estando agora a somente cinco pontos. Arvid Lindblad foi sétimo e, apesar de ter retirado o seu companheiro Liam Lawson para fora da corrida também na confusão do ‘lance Colapinto’, o piloto da Racing Bulls somou bons pontos e deixou a sua equipa mais confortável na quinta posição da classificação coletiva.
Os homens da Ferrari foram consistentes, sendo percetível que não estavam ao nível da Mercedes e da Red Bull neste Grande Prémio, conseguindo amealhar pontos importantes, aproveitando da melhor forma os azares da McLaren. Charles Leclerc foi quarto e Lewis Hamilton sexto, sendo que os ‘papaia’ não pontuaram e, por isso, a ‘Scuderia’ respira melhor no segundo lugar do Mundial de Construtores. Já a Red Bull deixou um aviso importante à McLaren na luta pelo pódio e, agora, só tem de manter este momento de forma.


